Um vestido levou o arco-íris ao Catar. Antiga primeira-ministra dinamarquesa marca posição e assiste a jogo com vestido pela inclusão
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A ex-primeira-ministra da Dinamarca usou, esta terça-feira, um vestido com mangas da cor do arco-íris no jogo do seu país com a Tunísia, depois de o seu capitão ter sido avisado de que seria suspenso por um jogo se usasse a braçadeira "OneLove".
Helle Thorning-Schmidt, agora dirigente da federação dinamarquesa, usou o vestido para jogo e para o seu encontro com o chefe da FIFA, Gianni Infantino, antes da partida.

O encontro aconteceu um dia depois da ex-primeira-ministra ter publicado uma fotografia no Instagram a usar a braçadeira "OneLove" - que as várias seleções foram proibidas de utilizar, pois a FIFA decidiu que violava as suas regras sobre símbolos políticos.
Em declarações à publicação dinamarquesa NRK antes do primeiro jogo da Dinamarca na fase de grupos, Helle disse que a luta pelos direitos no futebol não deve ser abandonada.
Acrescentou que acha que a federação de futebol da Dinamarca (DBU) "lutou uma luta justa" para que o gesto recebesse luz verde.





A ex-primeira-ministra, disse ainda: 'Falei com ativistas da comunidade LGBTQI+ no Catar e realmente tive uma boa visão geral das coisas que podemos colocar em prática para ajudá-los.
Apoio totalmente as sete equipas que não usarão a braçadeira devido às pesadas sanções da FIFA. A melhor coisa que podemos esperar agora é que uma das sete vença este Mundial



Na segunda-feira, segundo dia do Mundial do Catar, dia em que a FIFA revelou que iria “impor sanções desportivas” aos jogadores que usassem as braçadeiras "OneLove", a comentadora desportiva da BBC Alex Scott – ex-jogadora inglesa – colocou a braçadeira e esteve no relvado a fazer a antevisão do jogo de estreia da Inglaterra frente ao Irão.
Esta quarta-feira, e durante vários minutos, na tribuna de honra do estádio Khalifa International Stadium, a ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, deixou à vista de todos o braço com a braçadeira arco-íris.


A decisão de Faeser ganha ainda mais relevância pelo facto de a ministra alemã estar sentada ao lado do presidente da FIFA.






Gianni Infatino assistiu também ao protesto da seleção alemã em campo, quando os jogadores taparam a boca para tirar fotografia de equipa.



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WEBSTORY: RITA COELHO
FOTOGRAFIAS: Mads Claus Rasmussen/ Instagram @hellethorningschmidt/ AP/ BBC Sport/ Getty Images/ MAJA HITIJ - FIFA
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