Não consegue resistir a um passo de dança? Os ratos também não, revela um novo estudo
SAIBA MAIS
CIÊNCIA
Um grupo de cientistas na Universidade de Tóquio descobriu que os ratos podem mexer-se ao ritmo da música - uma habilidade que se pensava ser exclusivamente humana.
Os investigadores puseram música a tocar para dez ratos equipados com acelerómetros sem fios para medir os movimentos da cabeça.

"Os ratos exibiram uma sincronização inata", disse Hirokazu Takahashi, da Universidade de Tóquio.
Os cientistas revelaram que a descoberta fornece informações importantes sobre a mente animal e as origens da música e da dança.




Embora o estudo principal se tenha focado nas respostas a K. 448 de Mozart, quatro outras peças musicais foram tocadas para os roedores: "Born This Way", de Lady Gaga; "Another One Bites the Dust" de Queen; "Beat It" de Michael Jackson e "Sugar" de Maroon 5.

Os resultados mostraram que tanto o rato quanto os participantes humanos tinham uma sincronia de batida ideal quando a música estava na faixa de 120 a 140 batidas por minuto (bpm) – próximo à velocidade original de 132 bpm da composição de Mozart.
No estudo, publicado na revista "Science Advances", os ratos ouviram partes da "Sonata para Dois Pianos em Ré Maior" de Mozart em quatro tempos diferentes: 75%, 100%, 200% e 400% da velocidade original. Os cientistas esperavam que os ratos preferissem música mais rápida, pois os seus corpos, incluindo batimentos cardíacos, trabalham num ritmo mais rápido.
A equipa também descobriu que tanto ratos como humanos abanavam a cabeça num ritmo semelhante, e que o nível de movimento da cabeça diminuía à medida que a música aumentava.
A seguir, os cientistas querem descobrir como outras propriedades musicais, como melodia e harmonia, se relacionam com a dinâmica do cérebro.
"Acredito que esta pergunta é a chave para entender como o cérebro funciona e desenvolver a próxima geração de IA (inteligência artificial). Além disso, como engenheiro, estou interessado no uso da música para uma vida feliz."



"Também estou interessado em como, porque e quais os mecanismos do cérebro que criam campos culturais humanos, como arte, música, ciência, tecnologia e religião", revelou Takahashi.



LEIA MAIS ARTIGOS
WEBSTORY: RITA COELHO
FOTOGRAFIA: Carsten Snejbjerg/Bloomberg
VÍDEOS: Gfycat
<!— netScope v4 – Begin of gPrism tag for AMPs -->